Insuficiência Coronariana

Insuficiência coronariana é uma deficiência na irrigação do miocardio ocasionada pela diminuição da luz ou diâmetro interno de uma ou mais artérias coronárias (artérias localizadas no coração). O processo de diminuição do diâmetro interno de uma artéria coronária ocorre principalmente devido ao depósito de colesterol na camada média da artéria. No ponto onde as placas gordurosas se acumulam, o revestimento interno engrossa, o vaso sanguíneo estreita-se e o fluxo sanguíneo fica mais lento. Estes acúmulos de gordura também são chamados de placas ou lesões.

Aterosclerose é o nome deste processo de endurecimento e obstrução da artéria coronariana que pode ser lento e gradativo iniciando-se na infância e progredindo rapidamente na terceira década de existência, sendo que em algumas pessoas não se torna ameaçador até a quinta ou sexta década de vida. Uma pessoa que tem os fatores de risco como taxa de colesterol e triglicérides altos, obesidade, diabetes e hipertensão arterial tem maiores possibilidades de desenvolver o processo de aterosclerose coronariana.

O termo aterosclerose vem do grego athero que significa empastamento e sclerosis que significa endurecimento. Envolve além do depósito de colesterol, o depósito de detritos celulares, de cálcio e fibrina (material da coagulação do sangue) na camada média da artéria. Uma placa aterosclerótica pode bloquear parcialmente ou totalmente o fluxo sanguíneo arterial. Duas coisas podem ocorrer quando uma placa é formada:

  • Sangramento dentro da placa;
  • Formação de coágulo na superfície da placa.

Se um destes eventos ocorrer e bloquear uma artéria, um infarto poderá ocorrer.

O sintoma mais comum de uma pessoa portadora de insuficiência coronariana é a dor no peito, conhecida como angina. Esta é uma condição na qual o miocárdio não recebe a quantidade suficiente de sangue, resultando em dor no peito. A angina é um sintoma de uma condição chamada de isquemia miocárdica. Ocorre quando o miocárdio não obtém a quantidade suficiente de oxigênio para suprir suas necessidades para um dado nível de trabalho ou esforço. Pode acontecer durante o exercício físico, fortes emoções ou exposição a temperaturas extremas. Outras variações de angina podem ocorrer quando a pessoa estiver descansando. Em resumo, a angina é uma condição que indica que uma pessoa está em risco para um ataque cardíaco. A angina pode se apresentar de duas formas:

  • Angina estável – é o tipo de dor que a pessoa portadora de doença coronariana tem diante de situações consideradas previsíveis. Alguns exemplos de situações que podem causar a dor no peito: esforço físico, exposição ao frio, após as refeições, após emoções fortes. É chamada de estável porque, em geral, melhora com medidas clássicas como o repouso e o uso de medicações vasodilatadoras. Este tipo de dor não dura mais do que 30 minutos.
  • Angina instável – é o tipo de dor que a pessoa portadora de doença coronariana tem, sem que exista uma condição predisponente das citadas acima, e que dura um período superior a 30 minutos.

Uma pessoa que é portadora de insuficiência coronariana deve fazer acompanhamento médico e tomar medicamentos sistematicamente. Deve também fazer também algumas mudanças no estilo de vida que incluem exercícios físicos supervisionados e uma dieta balanceada orientada por um nutricionista. A Reabilitação cardiovascular realizada por fisioterapeutas é recomendada para prescrição de exercícios adequados para esta condição.

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