O tabagismo é a maior causa de morte evitável em todo o mundo. Estima-se que o cigarro e outros derivados do tabaco sejam responsáveis por cerca de 200 mil óbitos por ano no Brasil.
Embora a definição da dependência seja a do consumo diário de 20 cigarros ou mais, a verdade é que o fumo ocasional é igualmente prejudicial à saúde. Quem fuma um cigarro por dia, ou alguns no fim de semana, também tem riscos de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo e a qualquer momento pode se tornar um fumante regular. Substituir o cigarro por cigarrilha e outros derivados do tabaco tidos como menos prejudiciais é igualmente danoso. Todos esses produtos possuem em média 4.700 substâncias tóxicas, das quais mais de 40 comprovadamente cancerígenas.
As chances de deixar de fumar e não apresentar recaída aumentam quando se tem um acompanhamento médico e psicológico. O tratamento da dependência envolve a adoção de uma ou mais das três principais alternativas disponíveis: aconselhamento terapêutico individual ou em grupos, terapia de reposição de nicotina e terapia com medicamentos. Durante o tratamento, optar por hábitos mais saudáveis, como a prática de exercícios, também estão relacionados com aumento nas chances de deixar de fumar.
A terapia de reposição feita com adesivos ou gomas de mascar de nicotina possibilita a redução gradual dos níveis dessa substância. O princípio é o mesmo da diminuição gradativa do número de cigarros fumados por dia, mas só reduzir a quantidade de cigarros não é tão eficaz como a terapia, pois o hábito de fumar fica mantido, impedindo a redução dos fatores sociais, emocionais e culturais ligados à manutenção da dependência.
Já os medicamentos, além de agirem sobre os neurotransmissores responsáveis pela vontade de fumar, reduzem os sintomas da abstinência, como irritabilidade e ganho de peso, aumentando o sucesso da terapia e diminuindo o risco de recaídas. Porém, sua utilização deve ter sempre acompanhamento médico.




